Monday, December 11, 2006

HISTÓRIA PARA A VIDA OU A VIDA PARA A HISTÓRIA?

HISTÓRIA PARA A VIDA OU A VIDA PARA A HISTÓRIA?

Odemar Leotti

Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
Tem mil faces secretas sob a face neutra
E te pergunta, sem interesse pela resposta,
Pobre ou terrível que lhe deres:
Trouxeste a chave?
Repara:
Ermas de melodia e conceito
Elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
Rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.

Gostaria de iniciar este texto alertando para seu sentido um pouco misto de sistematização e aforismo. Sistematização por ser o autor produzido e coagido a produzir dentro de uma ordem, própria do pensamento moderno. Sempre nos somos cobrado para que tenhamos coerência, coesão, lógica, finalidade e ética. Nunca ouvimos alguém dizer de onde provém todo esse termo. Parece que existe uma qualidade oculta nos impondo formas e sujeitos falantes a afirmarem-se como pregadores desses termos. Portanto esse texto é o resultado de alguns estudos inacabados de diferentes autores que buscam entenderem-se como viventes e como orientadores de outros viventes. O que definiu minha busca de autores e o que os identificam é a preocupação que os angustiam: o lugar da produção dos saberes.
O que são os saberes. Como e em que condições dão suas produções. Qual papel que cabe a cada um na trama de suas produções. Esses saberes abrem-nos o mundo ou fecha-nos na redoma de um saber único, homogêneo de mundo. Esses saberes são produzidos para que nos alimentemos de vida, nós mesmo, ou devemos nos subordinar a seres supremos, que nos antecedem e que sempre nos definirão o certo e o errado? Esses textos pretendem discutir se os saberes são produções em ato e portanto assim sendo, a vida torna-se entendida como fruto do exercício de cada qual e em conjunção com os limites de cada cultura e da racionalidade produzida por cada uma? Ou ao contrário o exercício de cada forma de ser e, logo, portanto as formas do agir de cada ser, devem aguardar as orientações superiores e, portanto um saber hierarquizado que atende aos comandos de um lugar superior que nos aponta o que é correto pensar e o que não é correto pensar. Assim colocado, então seria, o saber tido como popular, o lugar dos saberes desviados, ou formas imperfeitas, cópias deformadoras da forma matriz, original. Seriam as formas culturais múltiplas, simples aparências, próprias daqueles que não possuem a cientificidade em sua forma de construção de conhecimento? Portanto necessitariam passar pelo aprendizado dos métodos de ensino que os ensinariam o verdadeiro saber que só se dariam por um caminho único e verdadeiro, graças à rigorosidade dos métodos científicos que teriam o papel de elevar o nível dos saberes “baixos”, ou populares? Para entender como esse mundo, que se divide em lugares de graus superiores, médios, fundamentais (onde se adquiririam, por certo os fundamentos produzidos em instancias de graus superiores). Necessitamos problematizar para melhor entender o pensamento ocidental, esse grande sistema de pensamento que foi assim formado e que determina nossa forma de ser, estar, viver, pensar, exercitar as formas do que entendemos como vida.
Será que sabemos como nos tornamos o que somos? Será que já paramos para pensar o que estamos fazendo de nós mesmos? Mais grave ainda. Será que já paramos para pensar o que estamos fazendo com os outros com o que fizeram de nós mesmos? Será que ao invés de pensarmos o que foi a história do passado ou como seria a melhor forma de transmitirmos essa história aos nossos alunos não seria importante perguntarmos a nós mesmos como foi produzido este passado? Como foi produzida a interpretação historiográfica sobre esse passado? Para quem foi escrita, como foi escrita, para que serve a história do nosso passado? Será que o conhecimento, e no nosso caso, o conhecimento sobre o passado deve estar a serviço da vida ou a vida, essa coisa tão rápida e tão doce, deve estar a serviço do conhecimento sobre o passado? A história desse passado deve alimentar a atividade criadora das pessoas para que elas possam dele se instrumentalizar para alimentar-se dela como se fosse fertilizante para criar. Para criançar-se sempre, ou seja, para que como se sempre mantivesse o elemento da criança e pudesse exercer sua experiência como ato de leitura para o desconhecido, para o estranho e daí nascer a vida como encanto? Ou será que a história deve ser fundada como um fardo a ser carregado pelas pessoas, como um castigo que fecha sua criação, suas criancices criadoras, sua necessidade de encantamento com a construção de moradas sobre o que era o nada? Será que a história não estaria trabalhando formas de conspiração contra a criatividade humana ao definir-se como um saber que fecha o mundo ao invés de agir como a chave do mundo? É isso que cada autor tratará em seu texto. A escolha foi produto de longo tempo de leituras, abandonos e voltas a esses textos. A decisão de fazer essa tipo de trabalho com meus textos inacabados deve ter sido fruto da fronteira em que vivemos hoje: uma fronteira própria dos quem foram educados no sentido de que a vida tem um a priori que a fundamenta e, uma finalidade que lhe trará a redenção. Essa moral que imagina anular os fluxos do vivenciar-se nas eternidades da vida como um aion , como um jogar o jogo, como nos afirmava o pensador grego Heráclito. Ao contrário o que nos restou como ensinamento? Um saber que se afirma na existência de origem essencial e que tudo que pensamos são deformações e que a forma como devemos pensar é a forma orientada por uma ponte que leva a uma auto-estrada do saber superior, a forma como o saber científico garante sua ostentação, fruto de uma moral pobre, uma moral que tira do homem seu ser guerreito, que salta e que debocha. Um ser leão que vive no limite da razão e a desafia. Só assim ele se exercita no espaço de seu viver sem o “tu deves”, e passa a viver na sua querência. Ao contrário disto, o que a modernidade ocidental presenciou a não ser a instalação de “dispositivos modernos de explicação da ciência”. Segundo Barbosa, em Tempos Modernos, prefácio da obra A Condição Pós-moderna, de Lyotard, a crise que hoje vivemos é fruto de um dispositivo de informação, ou de um saber que se quis único e dos fins últimos e que hoje cai pelos barrancos, fruto de sua corrosão. Preso que foi ao sistema de pensamento que ele próprio queria banir pagou o preço de levar as sociedades em sua multiplicidade a uma sensação de frustração em um tempo e depois a um olhar horrorizado. “Esse processo, fruto da corrosão dos dispositivos modernos de explicação da ciência, é muito apropriadamente designado por Lyotard pela expressão ‘deslegitimação’. No entanto, ele não se dá apenas em função da corrosão do ‘dispositivo especulativo’ (Idealismo alemão, Hegel) ou do ‘dispositivo de emancipação’ (Iluminismo, Kant, Marx). Essa corrosão ”. Essa prisão a um pensamento ascético construiu uma ilusória liberdade, que não se desfez da escravidão plebéia, a qual, imaginava estar se libertando. Este elemento, inevitavelmente foi corroído e contribuiu para o que Nietzsche entendeu como o “niilismo europeu”. Ao invés de uma vida produzida pela abundancia dos fluxos, uma vida onde a leitura produtora da vida fica obstaculizada pelo seu fechamento a um saber miracular e não maravilhador, como é o da criança. Ou como nos aponta Deleuze em seu texto Platão e os simulacros: a cópia do saber original em sua essência é permitida, desde que produza semelhanças desse centro irradiador do saber em detrimento da criação da diferença, do novo. O novo não poderia passar da identificação assemelhada ou aparecendo como a representação do ser essencial. Ou melhor, dizendo, o saber dever efetivar-se preso a um sistema de pensamento de forma que a criação humana nunca desligue-se de seu centro original, essencial. Criar seria levar o grande saber original a todos os recantos do mundo e ensinar que o novo não pode deixar de ser o semelhante do Mesmo. A diferença, fruto da interpretação, nesse sentido deveria ser a semelhança do saber original ou seria considerado simulacro e então deveria ser excluído. Portando o conhecimento nesse sentido deveria ser fruto de um sentido interior, projeção das alturas, da Grande Luz irradiadora de verdade original, cópia, aparência da matriz original e a essência que nos predetermina. O simulacro seria a cópia da cópia e, portanto estaria sendo guiado por forças externas ao sentido interior e com isso estaria causando desvios à condução do sentido certo, original, fruto da essência que dever ser copiada para que se estenda a todos os rincões do mundo. O saber simulacro ou o saber que diferencia seria como um saber criado já com contaminações das impurezas do mundo, mundo esse considerado como lugar do erro, das falsificações, do pecado, da irracionalidade.
Foi nesse sentido que se construiu o pensamento ocidental moderno. Essa forma do Mesmo e do controle sobre tudo que pudesse deformar sua originalidade permaneceu por dois milênios e meio, sendo apropriado por várias contingências históricas até chegar a nossos dias. Hoje a tentativa de dar oportunidade ao lugar da criação dos alunos não seria fruto da crise desse paradigma? Eis o que pretendo colocar nesse trabalho. Eis porque resolvi colocar a público o que venho convivendo na solidão entre os autores que leio, os sistemas de pensamento que os constroem e as subjetividades que provocaram em mim. O ato de dedilhar o teclado foi o momento de minha autoria. Não sou origem, portanto, de meu saber e mais concretamente, não sou origem do que vou lhes apresentar. As formas subjetivantes que se apresentam são produtos de dois modelos de leituras, das quais me encontro em suas fronteiras. Trabalhos sistemáticos e aforismos de interpretações desses autores. Enquanto não se forma em minha subjetividade, produtora de conhecimento, um lugar novo, fico nessa crise de paradigmas. Ficamos no entremeio da poesia, que conforme afirma Hölderlin, faz a vida se dar por fluxos, então devemos escrever por ordem das aflorações, como a água se dá por jorros, por gozos, por ejaculação de palavras como filha do orgasmo poético. Se não é da forma do jogo, como seria a leitura: presa ao texto. Quando lemos, o fazemos de dentro de nosso texto com a leitura para outro texto. Devemos manter nosso texto, nossa palavra, presos a uma sistematização, que mascarada na sua rigorosidade metodológica, na verdade poderia estar funcionando como um dispositivo de controle do pensar? Impedir o livre pensar, impedir o pensar por fluxos, não seria manter o pensar, preso a um centro controlador, para que não exista a diferença produzida pelo jogo poético da leitura aberta a diferenciação de um texto em contaminação como o outro texto. Não seria dois lugares de leitura, e juntos propiciando um salto para fora do presente. Uma leitura que vai de um não mais saber a um saber por vir, como um salto no jogo da incerteza, o jogo de aion? Portanto vivemos este momento.
Nas universidades cansamos de ouvir que os acadêmicos não sabem escrever um texto, como se houvesse textos originais, fundamentais e os leitores como tabula rasa. Parece que não sabemos ainda lidar com diferentes textos. Parece que nos exercitamos por um poder fruto de um saber binário do certo e do errado, do verdadeiro e do falso. O que estaria acontecendo não seria fruto de uma sistematização, que perdeu sua função na formação das pessoas, mas, ao contrário do Édipo, não quer furar seus próprios olhos, como nos mostra Kundera, no livro Insustentável leveza do ser? Será que não está na hora de colocarmos em dúvida esses aparatos que guiam nossa arrogância do saber? Vivemos um tempo de embate entre a certeza corroída e a dúvida que abre a possibilidade do pensar como criança. Ou como afirma Veiga-Neto: “Vivemos em um tempo que não é mais o que era antes e nem ainda é o outro tempo”.
O ato de escrever não pode ficar preso a uma burocracia mascarada de metodologia e com isso impedir o engendramento da arte da escritura. Assim não formamos escritores e sim apenas escreventes. Não podemos ficar limitados a ensinar a escrever sobre algo, mas sim ensinar a arte da escritura, do escrever e como afirma Barthes, escrever e ponto final. Como nos afirma Benatti,

... é necessário acrescentar que, nessa distinção entre escrevência e escritura, sem dúvida o grosso dos historiadores contemporâneos, formados e formatados pela disciplina acadêmica, estariam classificados na primeira categoria, a dos escreventes. E isso não simplesmente por falta de talento individual dos historiadores para a bela escrita, mas, mais profundamente, em decorrência de toda uma cultura cientificista que tem, ela própria, uma longa história a ser pesquisada.

Vivemos em um tempo de crise da Razão Transcendental e não conseguimos nos instituir, não em uma nova verdade, mas no lugar da criação, onde se dá o encantamento que faz emergir a vida: esse paraíso proibido. Eis o que forma minha autoria.

FOUCAULT E O SABER/PODER

FOUCAULT, E O SABER/PODER

Odemar Leotti

Criar é como dar “corpo a uma forma de beleza, uma bela estranheza”. Quando nos possibilitamos para a vida, necessariamente a criamos, dando corpo a uma forma de beleza ou nos paralisamos dentro de uma ordem que tenta impor-nos uma rigidez quase cadavérica ao nosso pensar. As corporificações ficam comprometidas e as formas de beleza se produzem quase que num terreno hostil e não propriamente de cada criador. O lugar da criação ou da interpretação é que sempre está sob a rigidez do controle. Nosso língua, ou melhor, a língua em que nos possibilitam dar corpo às formas de existência estão ligadas a jogos de linguagem. A construção ordenadora do que entendemos como vida, como mundo, como realidade está comprometida com esses jogos de linguagem. Como afirma Foucault “a construção literária e esses jogos de linguagem estão diretamente ligados”.
Quando tratamos da questão do autor é bem isso o que acontece. Para Foucault, é impossível enquadrar cada autor dentro do conceito de tradição, porque, segundo ele, esse procedimento “parece se perde com cada autor: não se transmite, mas se torna a descobrir. E às vezes há coisas semelhantes que reaparecem” (Ditos e Escritos, p.402).
Gostaria de confessar que essa construção textual está inspirada na leitura que Foucault faz de Raimond Roussel. Ao analisá-lo no contexto em que escrevia, afirmava ele, que, “estava solitário e isolado e não pôde”, acredita, “ser compreendido”. Roussel só foi compreendido pela leitura “surrealista da linguagem automática”, ou “nos anos 50-60, em uma época em que o problema da relação entre literatura e estrutura lingüística não era somente um tema teórico, mas também um horizonte literário” (ibic. P. 403).
Quando tratamos da tentativa de diferenciação entre arte literária e ciência a discussão sempre esbarra no discurso que coloca uma como ficção e a outra como regida por instrumentais teóricos que lhes possibilitariam o acesso à objetividade das coisas. Uma leitura das superfícies literárias que compõem as formas das coisas coloca para nós que tanto a literatura tida como ficção quanto a tida como científica são produzidas por uma linguagem materializada a partir do “jogos de linguagem” e, segundo Foucault, conviveram no mesmo domínio até o século XVIII e, somente no século XIX, é que a fragmentação do saber em disciplinas operou a separação que resultou em duas disciplinas separadas: teoria literária e sistema teórico. Não se podia ter credibilidade ao que não se submetesse a uma sistematização. Para que entendamos que a análise discursiva pode desconstruir essas separações, é preciso que leiamos a citação em que Foucault entende que não existe nada além das palavras e que elas não garantem uma transparência condutora à natureza das coisas. Segundo Foucault

“Trata-se do interesse que tenho em relação ao discurso, não tanto pela estrutura lingüística que torna possível tal ou tal série de enunciações, mas pelo fato de que vivemos em um mundo em que houve coisas ditas. Essas coisas, ditas, em sua própria realidade de coisas ditas, não são, como às vezes se tende muito a pensar, uma espécie de vento que passa sem deixar traços, mas, na realidade, por menores que tenham sido esses traços, elas subsistem, e nós vivemos em um mundo que é todo tecido, entrelaçado pelo discurso, ou seja, enunciados que foram efetivamente pronunciados, coisas que foram ditas, afirmações interrogações, discussões etc., que se sucederam. Desse ponto de vista, não se pode dissociar o mundo histórico em que vivemos de todos os elementos discursivos que habitaram esse mundo e ainda o habitam. A linguagem já dita, a linguagem como já estando lá, determina de uma certa maneira o que se pode dizer depois, independentemente, ou dentro do quadro lingüístico geral. É”. precisamente isso o que me interessa. A possibilidade de encontrar o já dito, e construindo com essa linguagem inventada, de acordo com as regras dele, um certo número de coisas, mas com a condição de que haja sempre uma referência ao já dito...” (ibid. p.403)

Parece que agrada a Foucault o fato de se trabalhar “o jogo de criação literária a partir de um fato cultural e histórico sobre o qual me pareceu que era bom se interrogar”. Ter o objeto como fruto de uma construção discursiva, buscar as formas em que estes objetos foram produzidos por esse mundo dito, eis o que é importante na análise do passado. Mais do que entender o que as pessoas fizeram é importante buscar o que elas diziam e como diziam, ou melhor, buscar o dizer a partir do que estava dito para elas. Poderemos saber com isso as regras que determinaram o que seria o dizer verdadeiro sobre as coisas e como esses objetos se produziram antes de tomarem formas petrificadas e naturais. Haverá a possibilidade também de encontrar saberes que foram sujeitados por formas abstratas que se impuseram como verdades. Por “saberes sujeitados”, Foucault, entende “igualmente toda uma série de saberes que estavam desqualificados como saberes não conceituais, como saberes insuficientemente elaborados: saberes ingênuos, saberes hierarquicamente inferiores, saberes abaixo do nível do conhecimento da cientificidade requeridos”. (FOUCAULT, Em defesa da sociedade, aula de 7 de janeiro de 1976 ). Quando Foucault fala em excesso de poder, está mostrando o porque da falta de resposta da crise do pensamento moderno, principalmente de suas vertentes tanto liberal-capitalista quanto de sua vertente marxista-socialista. Sobrepor as margens do pensamento é tentar descaracterizar o sentido humano. As coisas se dão nas margens, na experiência e não é possível fazer perenizar um saber fora da ação na comunidade em que entendemos ser o único local de seu surgimento. Kant já se prevenia contra o excesso de poder racional e de sua separação da experiência. O fracasso dos dois modelos mostra que a experiência, mesmo sem seu lugar de autoridade da racionalidade desconstrói os universais que tentam sujeitar os saberes produzidos em seu ato ininterrupto de enunciações.


Bibliografia utilizada

FOUCAULT, M. Ditos e Escritos, vol. III, p.402. Forense Universitária, 2003.

FOUCAULT, Em defesa da sociedade. São Paulo: Editora Martins Fontes, aula de 7 de janeiro de 1976, p, 12, 2002.

Wednesday, November 15, 2006

PODER REPENSADO

poderepensado

Este blog tem como proposta ser um espaço de descontrução do conceito de poder. Consequentemente, rediscutir os conceitos de Política, Sujeito, Comunidade, Comunicação, enfim, começar uma discussão pós-estruturalista de ler a nossa sociedade. parto de estudos de Nietzsche, Foucault, Deleuze, Veiga-Neto, Jorge Larrosa entre outros. este espaço estará aberto a todos que queiram discutir o conceito de Poder e de Política a partir, principalmente, desses pensadores. Esperamos poder contribuir para a discussão dos problemas que hoje se materializam no Brasil e no Mundo. abraços e depois vem mais. Odemar Leotti